Médica faz alerta e emociona a internet com relato de uma mãe sobre depressão pós-parto!

O texto, escrito pela médica Júlia Rocha, conta que a paciente chamada Laura, de 28 anos, chegou ao consultório nervosa. A consulta tinha sido um pedido da própria Júlia depois de observar sérios problemas na alimentação da filha de Laura. “Uma criança de 4 anos, com sérios problemas relacionados à alimentação. Obesa, mal conseguia acompanhar as brincadeiras na escola. As vacinas,  dadas com atraso depois de grande insistência  da equipa. Vendo este cenário, concluí que precisava de conhecer os seus pais”, disse.

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Relato de depressão pós-parto

Ao oferecer a consulta, a mulher quis ir primeiro e chegou a dizer que a mãe dizia que ela tinha depressão. A médica começou a fazer algumas perguntas para tentar conhecer melhor a história e entender o caso. Laura revelou que teve pouco contacto com a própria mãe, pois foi criada pela avó. Disse também que o seu casamento foi um grande erro: “Para quem nunca se sentiu amada, pra quem não se ama, pra quem se acha gorda, feia”, explicou. Contou ainda que quando já tinha decidido que se ia separar, soube que estava grávida e  entrou em desespero.

A gravidez foi difícil. “A Minha filha não crescia no meu útero. Diziam que o meu corpo a estava a rejeitar. O parto foi cesariana e ela ficou internada muito tempo.” relatou, chorando.

Em seguida, contou que cuida bem da menina, que pode estar “com depressão”, mas quando ela chega, tem sempre comida na hora, coisas saudáveis. “A única coisa que eu queria, mas não consigo, é amar minha filha”.

Sintomas e tratamento

A depressão pós-parto é um problema que atinge 20% das mulheres e acontece devido a mudanças emocionais, sociais e familiares que acontecem na vida da mulher durante esse período.

O problema pode ser classificado em três grupos:

  • tristeza pós-parto, que consiste em alterações do humor, tristeza e choro sem razão aparente e um estado melancólico que costuma durar cerca de 15 dias;

  • depressão puerperal, que tem instabilidade emocional mais intensa, irritabilidade, ansiedade, anorexia, insônias, auto-avaliações negativas e reprovações;

  •  psicoses, que são os casos gravíssimos em que pode haver alucinações, agitação severa, delírios e depressão grave.

Em todos os casos o acompanhamento médico e psicológico é importante para controlar ou reverter o estado, seja através de terapia ou uso de remédios, dependendo de cada situação.

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