Cientistas afirmam ter descoberto a razão das dores menstruais! Finalmente!

Os investigadores têm finalmente uma pista sobre uma provável explicação do porquê das dores menstruais e dos chamados sintomas pré-menstruais (SPM) que deixam tantas mulheres angustiadas.

mulher

No maior estudo feito até à data sobre esta matéria, os cientistas encontraram uma ligação entre o valor do bio marcador de inflamação e o grau de intensidade dos SPM, sugerindo que um estado de inflamação aguda pode ser o factor que causa as dores.

Os investigadores reconhecem há muito tempo que os medicamentos anti-inflamatórios ajudam bastante nas menstruações dolorosas e a maioria dos médicos já recomendam este tipo de fármacos às suas pacientes.

Mas este é o primeiro estudo pode um dia ajudar os cientistas a encontrar tratamento mais eficaz do que aquele oferecido pelos medicamentos analgésicos de primeira linha usados actualmente.

No entanto, o que os investigadores encontraram realmente até agora, após um inquérito a 2939 mulheres nos Estados Unidos realizado por uma equipa da Universidade da Califórnia, Davis; mostrou que há uma correlação positiva entre o grau de gravidade dos SPM e a presença de algo a que chamam nível de sensitividade da Proteína C-Reactiva.

Este último, é um bio marcador do nível de inflamação no nosso corpo, por isso os investigadores sugerem que quanto maior o valor desta proteína, maior é o nível de inflamação sentido, e pior são os SPM que uma mulher é provável sofrer, excluindo o sintoma da dor de cabeça.

Estamos perante uma descoberta muito importante já que cerca de 80% das mulheres  confirmam ter SPM. Apesar disso, tem existido muito pouca investigação em volta das suas causas, ou sobre potenciais opções de tratamento. Neste momento, as melhores alternativas são medicamentos como o ibuprofeno, analgésicos de primeira linha ou, em casos mais graves, anti-inflamatórios analgésicos mais potentes.

“Recomendar às mulheres que evitem comportamentos que são associados a processos inflamatórios pode ser útil na prevenção, e podem ser usados agentes anti-inflamatórios para o tratamento dos sintomas.”

Há ainda muito trabalho a ser feito.

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