Toda a vida usas-te o absorvente interno de forma errada! Esta é a forma correcta de o usares!

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A ginecologista Graciela Folador respondeu a várias perguntas que as mulheres tem sempre duvida e medo de perguntar.

1 – Como devo escolher o tamanho do absorvente interno?

O critério é a intensidade do fluxo – e não as características locais, como o tamanho da vulva. A vagina é elástica e, por isso, adapta-se facilmente ao produto.

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2 – Posso usar só esse tipo de absorvente?

O absorvente interno pode ser usado desde o sinal do primeiro dia até ao último, portanto está liberado durante toda a menstruação. Mas, para isso, precisa ser utilizado direito – ou seja, ele deve permanecer na vagina por, no máximo, quatro horas”, orienta a ginecologista.

3 – Até durante o sono?

Enquanto dormes,  podes ficar com o mesmo absorvente por até oito horas, ensina Graciela. Caso pretendas dormir dez horas ou mais, no meio desse período é melhor te levantares, trocar e voltar para a cama. Se não tiveres intenção de interromper o sono, é melhor optar por um absorvente externo.

4 – Existe o risco de vazar?

 Só se tiveres um ciclo abundante e escolher um tamanho insuficiente (mini ou médio) ou, mesmo que uses o super, permanece com o mesmo absorvente por mais de quatro horas. A possibilidade de alergia também é remota, já que o material é hipoalergênico.

5 – Se o fluxo for leve, no finzinho da menstruação, posso ficar com o mesmo absorvente o dia todo?

O tempo de uso continua sendo de apenas quatro horas, pois o produto, além do sangue, absorve o muco cervical. Mas vale a pena mudar para o tamanho míni a fim de facilitar a retirada: quando se puxa um absorvente úmido, ele sai de modo mais confortável. Nos últimos dias, como o sangramento diminui, ele fica mais seco, daí, quanto menor, menos desagradável é a saída.

6 – Por que não é bom ficar com ele por mais tempo?

 Apesar de ser chamado de tampão, o absorvente interno faz mais do que obstruir a saída do sangue pela vagina. O algodão que o compõe absorve o fluxo e, se esse sangue ficar parado ali por um tempo prolongado (mais de oito horas), existe o risco do crescimento de bactérias capazes de alterar a flora da vagina, causando infecções genitais. Se esquecer de retirá-lo por vários dias, a mulher corre o risco de inflamações também no útero e nas trompas. Nos casos mais graves (e felizmente raros!), a bactéria pode atingir a corrente sanguínea, causando infecção generalizada.

7 – Quem tem DIU pode usar esse tipo de produto?

Sim. Eles ocupam espaços diferentes: o dispositivo anticoncepcional é inserido pelo ginecologista dentro do útero, e o absorvente fica na vagina. Não há perigo de ao retirar o absorvente trazer junto o DIU ou de puxar a cordinha errada. A do absorvente é deixada na entrada da vagina enquanto a do DIU fica lá no alto, saindo apenas 1,5 centímetro para fora do colo do útero.

8 – O que fazer se a cordinha sumir?

Não há perigo de o absorvente se perder dentro do corpo. “A vagina é uma rua sem saída”, diz Graciela Folador. Nos rigorosos testes feitos pelos fabricantes, a cordinha não arrebenta, mas às vezes ela pode ficar dentro da vagina. Nesse caso, faça uma pinça com os dedos para puxar. Se não der certo, vá ao seu ginecologista. Às vezes, a mulher não acha o absorvente e acaba se desesperando. Ele pode ter caído quando foi ao banheiro e fez força para evacuar. Deixando a cordinha sempre visível, a retirada é mais fácil e diminui o perigo de você esquecer o tampão ali dentro. Você também pode adquirir o costume de trocar o absorvente quando fizer cocô. Isso diminui o risco de contaminação da cordinha por bactérias eventualmente presentes nas fezes.

9 – Depois de sair da piscina ou do mar, ele precisa ser retirado imediatamente?

Apenas se você sentir que ele encharcou ou começou a vazar, mas isso não é comum. Se estiver no lugar certo, a água não penetra na vagina.

 10 – Qual é o melhor jeito de introduzi-lo?

Em pé, com uma perna flexionada e o pé apoiado na sanita. Ajeita o absorvente entre os dedos indicador e polegar, formando uma pinça, introduz e empurra com o indicador até a metade do dedo ou use o aplicador.

11 – Há algum tipo de contraindicação?

Não. Até virgens podem usar. Mas é interessante ir antes ao ginecologista para checar o tipo de hímen – a maioria das mulheres tem abertura circular, que não oferece resistência, porém algumas podem apresentar uma película no meio, que inviabiliza a introdução do absorvente. Segundo a médica, ele pode ser usado mesmo na presença de candidíase, que se caracteriza por corrimento esbranquiçado, coceira e ardor. Durante a menstruação, como a vagina fica lubrificada pelo sangue, esses sintomas costumam dar trégua. “Em geral, o absorvente interno é mais higiênico que o externo, uma vez que o sangue menstrual não fica em contato com a vulva”, explica Graciela.

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